segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Apresentação










No sentido horário: Leonardo Bonkoski, Lucas Antonio, Ludmila Trambaiolli, Maria Teresa Ramos

 

Introdução

A juventude é um momento único, que molda as pessoas e as define para a vida adulta. Enquanto a maioria dos jovens tem uma boa saúde mental, múltiplas mudanças físicas, emocionais e sociais, incluindo a exposição à pobreza, abuso ou violência, podem tornar os adolescentes vulneráveis a condições de saúde mental. Promover o bem-estar psicológico e protegê-los de experiências adversas e fatores de risco que possam afetar seu potencial de prosperar não são apenas fundamentais para seu bem-estar, mas também para sua saúde física e mental na vida adulta.
Questões como o desejo de uma maior autonomia, pressão quanto a relacionamentos, exploração da identidade sexual, e até a interação com o meio tecnológico que vivemos hoje em dia são fatores bastante presentes na juventude e que acabam sendo determinantes para a qualidade da saúde mental pois são questões de grande risco por causarem um enorme estresse e desgaste emocional no período de desenvolvimento da maturidade.
O meio tecnológico junto das normas de gênero podem influenciar negativamente a juventude contemporânea criando uma disparidade entre a vida real e uma realidade idealizada, moldando as aspirações para um futuro inalcançável, ou trazendo noções frágeis de felicidade. Outros determinantes importantes para a saúde mental na juventude é o próprio meio em que vivemos e como a qualidade de vida acaba influenciando nisso. Relações humanas superficiais ou tóxicas, violência (incluindo pais severos e bullying), problemas socioeconômicos, discriminação, exclus/b/post-preview?token=APq4FmDTT_1mySLR-NSeEuEo0C2OK_kzmyHJMuVthnk0LjBN1L_ygSG9v8pw07WsKD9r9Y0yw8L2UtW0bQLOBc6srhYTZ6jXUB0oVQOzhaGu7S2k55j2_cuiUQA_nthllbkpcb5sArJ9&postId=4877355286712039766&type=POSTão, estigmas negativos que influenciam na busca por ajuda e vulnerabilidade à violência são riscos reconhecidos à saúde mental.

A falta de acesso a serviços e apoio de qualidade, a desinformação, ambientes com crises humanitárias e estigmas sociais negativos que tratam transtornos emocionais de maneira generalizada como algo sem relevância ou que também, em casos de minorias étnicas, sexuais, ou até criando uma própria vertente de discriminação justamente por se tratar de um transtorno psicológico, servem como fator de exclusão social, na gravidade dos riscos inerentes e o desencorajamento a busca por ajuda.

Pesquisas apontam que um a cada cinco adolescentes possui algum tipo de transtorno psicológico e que as condições de saúde mental são responsáveis por 16% da carga global de doenças e lesões em pessoas com idade entre 10 e 19 anos. Vivemos em uma realidade onde a Depressão se tornou a doença que mais incapacita as pessoas e o suicídio se tornou a segunda maior causa de morte entre indivíduos de 15 a 29 anos de idade, sendo a terceira principal causa de morte quando falamos de adolescentes entre 15 a 19 anos.

A promoção da saúde mental e a prevenção de transtornos são fundamentais para ajudar os jovens se tornou indispensável para a construção de um futuro mais saudável e com uma maior inteligência emocional. Transtorno psicológico precisa deixar de ser um taboo e se tornar parte do cotidiano.

Justificativa 

Talvez seja presunçoso demais dizer que vivemos na geração mais triste da história da humanidade, como alguns apontam, mas não tem como negar o fato de que vivemos em uma geração emocionalmente quebrada. Quando olhamos para o lado, temos a impressão de que todo mundo está triste e ansioso. Será que existe um motivo para isso, ou é a nossa geração que gosta de fazer drama? Claro, alguns casos você pode dizer que existe um viés de idealização de sentimentos tristes, mas isso não deixa de ser um reflexo de como a sociedade atual lida com problemas psicológicos.

O mundo é quebrado e cruel com as pessoas mais jovens. Tirando traumas específicos que envolvem violência ou abuso, e deixando de lado a questão de um desiquilíbrio químico no cérebro, a gente pode creditar a maior causa dos problemas psicológicos como o contexto da atualidade em que vivemos. Em tempos de extrema conexão com o mundo através da internet, vivemos sob diversas perspectivas narcisistas bastante idealizadas e diversas polarizações de “verdades absolutas”. Isso criou um sentimento de solidão social cada vez mais forte, gerando uma espécie de vazio existencial coletivo, e com ele, uma eterna busca em saber como lidar com esse sentimento. Vazio existencial que acaba sendo responsável pelo desenvolvimento de inúmeros transtornos psicológicos.

O ser humano possui uma necessidade psicológica de encontrar um sentido para tudo, para satisfazer a ilusão de que estamos no controle de nossa vida. Mas em tempos onde empregos estão cada vez mais difíceis e nossas conquistas significam cada vez menos, a incerteza paira e o vazio vai se alimentando do desespero que ela causa. Essa necessidade para o encontro de um sentido faz com que nós passamos a buscar pontos de referência, e com isso nos deparamos com pessoas que compartilham vidas perfeitas na internet ou pessoas que ficaram ricas antes dos 30 anos. Essa busca faz com que não importa para onde olhamos, a gente sempre vai se sentir um fracasso e com isso ter que lidar com um caminhão de frustrações e ansiedade. E em casos mais graves, as pessoas são tão expostas nesse abismo sentimental que o mundo se torna tão vazio e a única saída acaba sendo o próprio suicídio.

Toda essa carga negativa de sentimentos e busca por respostas satisfatórias acabam sendo transpostas em uma necessidade de falar sobre o assunto. A internet se tornou um ótimo palco para desabafo ou para se relacionar com pessoas que passam pelos mesmos problemas. O anonimato no meio acaba ajudando muito quem tem medo de expressar sobre o que sente. A cultura pop num geral também passou a abraçar essa vertente através de narrativas que cada vez mais deixam de trazer personagens idealizados, passando a trazer consigo heróis quebrados e cínicos. Esses são alguns exemplos de vários que mostram o quanto essa necessidade gerou uma busca de uma conscientização coletiva sobre saber lidar com vazios existências. Transtornos psicológicos nunca foram tão falados ou reconhecidos na história. E isso acaba sendo uma base importante de identificação e conforto para tentar suportar a realidade. Se a não levar a sério nossa saúde mental, quem vai?

Esse trabalho visa apontar como a questão de transtornos psicológicos é um assunto grave que afeta a vida dos jovens, e com isso, reforçar a importância de se falar sobre transtornos psicológicos tal como a importância em buscar ajuda.


Objetivos

Esclarecer sobre a existência e a importância de se falar sobre transtornos psicológicos.
Mostrar o impacto negativo que transtornos psicológicos têm nos jovens na sociedade contemporânea e como isso os afeta.
Conscientizar sobre as formas de tratamento e enfatizar a importância da busca por ajuda enquanto tentamos subverter os estigmas sociais negativos que tratam transtornos psicológicos como frescura.
Amostra e População
Jovens de 14 a 25 anos de Bauru, cidade com população esReferênciastimada em 374.272 pessoas segundo o IBGE em 2018, e tendo a amostra a coleta de 150 respostas de uma pesquisa feita através do formulário.4


Questionário 

1 – Quantos anos você tem? (Ludmila) (14 a 25 anos)

2 – Você já passou/passa por algum transtorno mental? (Maria)
( ) Sim ( ) Não
3 – Você acredita que as pessoas que sofrem de alguns desses transtornos mentais sofrem bullying? Se sim, quais? (Maria)
( ) Físicos  (Agressões)
( ) Verbal (Xingamentos e insultos)
( ) Psicológico (Perseguição, intimidação, amedrontamento)
( ) Moral (Difamação)
( ) Virtual (Depreciação através de meios virtuais)
() Sexual (Assédios e abusos)
( ) Todos
( ) Nenhum 
 
4 - Conhece alguém com algum tipo de transtorno mental? Se sim, qual? (Lucas)
( ) Transtorno Alimentar
( ) Transtorno de Personalidade
( ) Disforia de Gênero
()Transtorno Bipolar
( ) Transtorno do Deficit de Atenção
( ) Transtorno Neuro cognitivos (Alzheimer, Demência, Parkinson, etc.)
( ) Transtornos de Desenvolvimento (Autismo)
( ) Outro transtorno (Qual?)
( ) Nenhum

5 – Você já foi diagnosticado(a) com algum transtorno mental? Se sim, qual deles? (Leonardo)
() Fobia Social
() Depressão
( ) Síndrome do Pânico
() Estresse
() Esquizofrenia
() Transtornos alimentares
( ) Transtorno bipolar
( ) Transtorno obsessivo-compulsivo
( ) Outro transtorno (Qual?)
( ) Nenhum

6 – Você conhece alguma forma de tratamento? Se sim, quais? (Pedro G)
( ) Medicamentos
( ) Psicoterapia
( ) Medicamentos e Psicoterapia
( ) Cuidados especializados
( ) Grupos de ajuda.
( ) CVV
( ) Outros (Qual?)


7 – Quais alterações você já pôde perceber em sua rotina por conta do transtorno mental? (Ludmila)
( ) Mudança de apetite
( ) Dor de cabeça
( ) Alergias de pele
( ) Imunidade baixa
( ) Tonturas
( ) Gastrite
( ) Dificuldade para dormir
( ) Cansaço constante
( ) Queda do cabelo
( ) Tensão muscular
( ) Mudança de humor
( ) Tristeza constante
( ) Outro sintoma (Qual?)
( ) Nenhuma


8 – Já visitou algum psicólogo? Se sim, por qual Motivo? (Lucas)
( ) Por curiosidade
( ) Controlar estresse e ansiedade
( ) Lidar com problemas familiares e de relacionamento.
( ) Diagnosticar e tratar transtornos mentais
( ) Não (Por quê?)


9 – Você acredita que sua condição psicológica te atrapalhe em situações sociais? (Leonardo)
( ) Sim, com muita frequência
( ) Sim, mas com frequência moderada
( ) De vez em quando
( ) Raramente
( ) Não atrapalha

10 – Você faz algum tipo de tratamento para lidar com seu transtorno mental? (Leonardo)
( ) Medicamentos
( ) Exercícios Físicos
( ) Consultas terapêuticas.
( ) Reuniões em grupos de ajuda
( ) Outros tratamentos (Quais?)
( ) Não faço tratamento
11 – Como você reagiria/reage caso conheça alguém que passa por algum transtorno mental?
( ) Procura conhecer a doença e formas de ajudar
( ) Se afastar por medo/receio
( ) Age normalmente como se não soubesse de nada
( ) Conversa com a pessoa sobre isso e se dispõe a ajudar
( ) Questiona o porquê de ela passar por isso e a julga
( ) Não conheço ninguém com algum tipo de transtorno


12 – Vivemos na geração com os maiores índices de transtornos mentais. Você atribuiria esse fator à qual(is) motivos? (Leonardo)
( ) Cobrança e pressão social contemporânea
( ) Falta de informação ou conhecimento sobre as doenças
( ) Falta de inteligência emocional
( ) Grande frequência de acontecimentos negativos ao nosso redor e no mundo
( ) Redes Sociais e a propagação do ódio ou o culto a felicidade.
( ) Outros motivos (Quais)?
( ) Não saberia atribuir os motivos


13 – Sofreu algum tipo de pressão na escola, universidade ou trabalho? Se sim, qual? (Lucas)
( ) Pressão de tempo
( ) Autoexigência elevada
( ) Pressão da família e dos amigos
( ) Pressão por resultado
( ) Nenhum tipo de pressão
( ) Outro tipo de pressão (Qual?)


14 – Já deixou de realizar alguma atividade por medo de sofrer algum tipo de julgamento? Se sim, qual foi a atividade? (Lucas)
( ) Sair com alguma peça de roupa
( ) Realizar alguma atividade no qual não seja bom
( ) Ir em certos locais por conta da idade
( ) Falar sobre seus sentimentos para alguém que goste
( ) Iniciar uma nova rotina
( ) Outro tipo de atividade (Qual?)
( ) Nunca deixei de realizar uma atividade


15 – Lidar com esses problemas já fez você pensar em desistir de viver? (Leonardo)
( ) Sim, já pensei e tentei suicídio
( ) Sim, já pensei em suicídio, mas nunca tentei
( ) Sim, mas nunca pensei em suicídio, só fiquei desanimado(a).
( ) Nunca cogitei essa possibilidade
( ) Prefiro não falar sobre isso


16– Caso você tivesse escutado falar sobre transtornos mentais, por qual meio você entrou em contato? (Maria)
( ) Internet
( ) Colégio
( ) Ciclo social
( ) Por este questionário
( ) Por algum outro meio (Qual?)



Resultados
Tabela e Gráfico 01

Comentário: Como demonstrado no gráfico acima conseguimos atingir nosso objetivo de alcançar os jovens de 14 a 25 anos, contendo um número mais elevado de jovens na faixa estaria de 20 a 25 anos. 

 Tabela e Gráfico 02
 
Comentário: Como demonstrado no gráfico anterior, a pesquisa aponta que possuímos mais pessoas que não passam por nenhum transtorno mental do que as que passam, uma diferença de 12% (ponto positivo). Porém apesar de o número de “não” ser superior, os números elevados de sim é preocupante e só reforça o principal objetivo deste trabalho: conscientizar a população sobre transtornos psicológicos. 


 Tabela e Gráfico 03
  4
Observação: A frequência resultou num total superior a amostra que trabalhamos por se tratar de uma questão de múltipla escolha. 

Comentário: Como demonstrado no gráfico anterior, possui-se muitos tipos de transtornos psicológicos e felizmente obtivemos um grande número de pessoas que conhecem os tipos existentes, uns mais que outros, porém isso demonstra que estamos no caminho certo da conscientização.  

Tabela e Grafico 04



Comentário: Como demonstrado no gráfico anterior, felizmente obtivemos um grande número de respostas positivas “Procura conhecer a doença e formas de ajudar/ Conversa com a pessoa sobre isso e se dispõe a ajudar.” e era exatamente isso que esperávamos, totalizando 80%, um dado importante pois demonstra a preocupação da população e sua proatividade.

Tabela e Gráfico 05



Observação: A frequência resultou num total superior a amostra que trabalhamos por se tratar de uma questão de múltipla escolha.
 
Comentário: Como demonstrado no gráfico anterior, obtivemos uma grande variação de respostas, mas felizmente a resposta “nenhum” para a pergunta “Você já foi diagnosticado(a)?” foi a maior com 37%. Porém obtivemos também um número elevado de outros transtornos, o que é preocupante pois só evidência o quanto essa geração é doente e precisa de ajuda. 

Tabela e Gráfico 06

Observação: A frequência resultou num total superior a amostra que trabalhamos por se tratar de uma questão de múltipla escolha.
Comentário: Podemos notar o quanto existe um certo conhecimento difundido quando se trata de lidar com transtornos mentais. As pessoas conhecem as principais formas, tendo como destaque a terapia que acaba sendo a melhor escolha. O fato mais curioso é o quanto a porcentagem relacionada ao CVV é um pouco baixa, deixando uma pequena questão sobre divulgar mais o serviço que pode salvar vidas e ajudar quem não tem condições financeiras de procurar ajuda. 

Tabela e Gráfico 07


Observação: A frequência resultou num total superior a amostra que trabalhamos por se tratar de uma questão de múltipla escolha.
Comentário: Nesta questão as respostas ficaram bem divididas justamente por se tratar dos sintomas mais comuns que são percebidos no dia a dia quando tratamos de algum transtorno. Principalmente naqueles que causam um maior impacto físico como a mudança de humor, alteração no sono ou o cansaço excessivo, que servem de pequenas luzes de alerta para mostrar que algo não está bem. 

Tabela e Grafico 08


 


Observação: A frequência resultou num total superior a amostra que trabalhamos por se tratar de uma questão de múltipla escolha.

Comentário: Essa questão é um pouco preocupante pois mostra que mesmo ao longo do questionário as pessoas terem adquirido conhecimento sobre transtornos mentais, metade delas não faz nenhum tipo de tratamento e isso é grave, só reforçando a necessidade de bater na tecla do quão importante é buscar ajuda. 

Tabela e Grafico 09


 


Comentário: Reforçando a questão anterior, temos mais dados que demonstram uma certa negligência por parte das pessoas quando se trata de lidar com transtorno mentais. Questões como a parte financeira ou falta de informação podem ser um reflexo para esse comportamento, mas não deixa de ser grave e urgente propagar a importância da busca por ajuda médica.

Tabela e Grafico 10



Comentário: Mais de 70% das pessoas relatam que suas condições psicológicas afetam em diferentes pontos suas rotinas sociais, sendo 19% delas com enorme frequência. No fim das contas isso é mais um reflexo do quanto a nossa geração lida constantemente com esses dilemas causados por conta dessas doenças, levando boa parte das pessoas a sequer se permitir ter uma vida normal.

Tabela e Grafico 11

 

Comentário: A gente vive sob pressão o tempo todo. Acreditamos que até mesmo a boa parte que respondeu que n/b/post-preview?token=APq4FmDTT_1mySLR-NSeEuEo0C2OK_kzmyHJMuVthnk0LjBN1L_ygSG9v8pw07WsKD9r9Y0yw8L2UtW0bQLOBc6srhYTZ6jXUB0oVQOzhaGu7S2k55j2_cuiUQA_nthllbkpcb5sArJ9&postId=4877355286712039766&type=POSTão sofre pressão, acaba sofrendo, só não tem consciência disso ou no melhor caso, sabe lidar bem com essa questão. Vivemos numa sociedade que nos cobra desde que somos criança através dos nossos pais e viver sob constantes expectativas que em sua maioria não são atingidas, é grande parte do que nos leva a desenvolver transtornos. 

Tabela e Grafico 12


Observação: A frequência resultou num total superior a amostra que trabalhamos por se tratar de uma questão de múltipla escolha.

Comentário: A esmagadora maioria das pessoas já deixaram de realizar alguma atividade por conta de algum julgamento e isso é justamente relacionado com a questão da pressão citada na questão anterior. O fato de se sentir cobrado a atender expectativas cria uma falsa sensação de julgamento que faz com que as pessoas passem a evitar fazer coisas e ficar numa zona neutra de conforto que a longo prazo é mais prejudicial. 

Tabela e Grafico 13



Comentário: Essa é a questão mais polêmica de todo o questionário e ao mesmo tempo a mais importante e que deve ser feita. Suicídio é um taboo na sociedade, tanto que parte das pessoas não quiseram responder, mas a questão não é não falar sobre, mas sim como falamos sobre. Pensamentos suicidas é um sintoma comum de depressão e outros transtornos, muita gente passa por isso e infelizmente parte delas não resiste. Campanhas como Setembro Amarelo se mostram cada vez mais relevantes e necessárias, e o principal de tudo é que tendo a consciência de que a quantidade de pessoas que flertam com essa ideia é grande, talvez seja necessário a gente enfatizar a prática do amor e empatia, ou então esse problema será cada vez mais recorrente.

Tabela e Grafico 14

 

 


Observação: A frequência resultou num total superior a amostra que trabalhamos por se tratar de uma questão de múltipla escolha.

Comentário: A nossa sociedade não é muito empática e não aceita o diferente, então fica bastante claro o quanto você sofrer de algum transtorno emocional acaba sendo motivo mais que suficiente para bullying por parte de algumas pessoas. Questões como a depressão é vista como sinônimo de carência ou de vitimização contribui para isso. Pessoas com transtornos alimentares que são julgadas por suas aparências mesmo que as pessoas saibam que elas passam por algum problema. E em piores casos, os abusos psicológicos são tão graves que influenciam no suicídio de quem mentalmente já é fragilizado. 

Tabela e Grafico 15




Coment
ário: Chegamos na pergunta mais complexa, porém a mais interessante de todo esse questionário que é tentar mensurar através de que forma as pessoas percebem fatores que influenciam nos transtornos mentais. Falta de inteligência emocional ou de informação chama a atenção pois são duas vertentes que deveriam ser mais trabalhadas no dia a dia como conscientização da importância que elas têm. Destacamos através desse questionário o quanto a palavra cobrança se relaciona diretamente como uma das principais fontes negativas para esses problemas, e junto dela, o grande número de pessoas que responderam redes sociais e suas toxicidades que espelham diariamente para nós sentimentos negativos que nos corrompe aos poucos. 

Tabela e Grafico 16


Comentário: E para finalizar, é importante saber quais são os meios pelos quais os transtornos mentais são apresentados as pessoas. No mundo contemporâneo era quase que certo a internet ser o principal veículo dessa informação, mas é importante destacar o quanto a escola poderia exercer um papel maior nesse quesito justamente por se relacionar diretamente na formação das crianças e jovens para encarar a sociedade, que a cada dia que se passa cobra mais do nosso emocional.

 


Dificuldades e Sugestões 

 
Entre as principais dificuldades enfrentadas pelo grupo como um todo, a execução do trabalho em equipe foi a mais desafiadora. Entre os fatores podemos citar a separação de tarefas aos integrantes, ademais a falta de organização e comprometimento por parte de alguns. A falta de comunicação também foi insuficiente na primeira fase do projeto, e não foi questão por falta de tentativa, era mais de predisposição por parte deles.
Contudo, no estágio intermediário e final do projeto a equipe teve um certo desenvolvimento e melhora nesses aspectos, conseguindo, enfim, concluir o projeto.
Como sugestões, podemos sugerir às pessoas que passam por transtornos mentais a busca por ajuda com o serviço oferecido CVV (centro de valorização da vida) o qual disponibilizam apoio gratuito via ligação telefônica que visa a prevenção ao suicídio. Bem como técnicas para aliviar o stress e reduzir casos de ansiedade apenas com a movimentação das mãos e de procurar lugares que ofereçam tratamento gratuito como clínicas universitárias e centros psicossociais. 
 
Além disso é recomendado também que a pessoa busque ajuda profissional de médico e especialistas para que seu problema seja tratado da melhor forma possível com remédios e outros meios. O apoio da família é essencial para a melhora dessa pessoa. E também, caso você conheça alguém que passe por essas dificuldades, buscar conversar e orientar essa pessoa. Infelizmente vivemos em uma sociedade que falta empatia e uma simples palavra ou gesto de carinho pode mudar uma vida.
Esperamos que esse tema continue sendo recorrente com o passar dos anos no colégio pois é necessário que ele se destaque trazendo alerta para a importância de se falar sobre transtornos emocionais, principalmente por conta do quão sério essas doenças se tornaram nos últimos anos e vitimiza pessoas diariamente.

Considerações finais

A partir da execução do presente trabalho, foi possível a obtenção de algumas conclusões.
Através das respostas obtidas por meio do questionário publicado, tornou-se visível que as pessoas não obtinham grande conhecimento sobre o assunto transtornos mentais, porém grande parte delas se prestou a conhecer mais sobre, para poder ajudar caso conheça alguém que passe.

Pela mesma razão de muitas não conhecerem sobre o assunto é possível que tenham identificado algum transtorno em si própria por meio desde questionário, sendo muito satisfatório para nós ajudar o próximo a reconhecer um problema e buscar ajuda para tratá-lo.

A questão que fica mais evidente é o quanto ainda existe um número grande de pessoas que não procuram ajuda, e isso é grave dado ao enorme número de pessoas que tentam ou pensam em tirar a própria vida. Então existir pesquisas deste tipo, além de informar, é uma forma de manter o assunto sempre em pauta para tentar criar uma conscientização mais coletiva, que ficou evidente ser necessária.

Referências

O Globo. https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/um-em-cada-tres-adolescentes-no-pais-sofre-de-transtornos-mentais-comuns-19356875, acessado em 17/05/2019.
Saúde. https://saude.abril.com.br/familia/a-explosao-da-ansiedade-entre-os-mais-jovens/, acessado em 17/05/2019.
SESC São Paulo. https://www.sescsp.org.br/online/artigo/12517_A+SAUDE+MENTAL+DOS+JOVENS+BRASILEIROS, acessado em 17/05/2019.
olá, pessoa exausta [depressão, apatia e desabafo]. Ludoviajante. https://www.youtube.com/watch?v=FsDA0LRBsrE&t, acessado em 20/05/2019.


IBGE. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/bauru/panorama, acessado em 26/05/2019.


OPAS Brasil. https://www.paho.org/bra/index.php? option=com_content&view=article&id=5779:folha-informativa-saude-mental-dos-adolescentes&Itemid=839, acessado em 25/05/2019.


CVV – Centro de Valorização da Vida. https://www.cvv.org.br/, acessado em 01/09/2019.


CAPS em Bauru – SP: Como Funciona, Endereço e Telefone. https://caps-contato.site/caps-em-bauru-sp/, acessado em 01/09/2019.


USC. Setores e Contatos. https://www.usc.br/estudantes-e-professores/setores-e-contatos, acessado em 01/09/2019.


THIAGO. O que dizer pra quem não quer ir ao psicólogo?. Ludoviajante. https://www.youtube.com/watch?v=cV8Bq3XGwp8, acessado em 01/09/2019.


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Otavio Oliveira. Depressão | Como ela é representada na arte. Quadro em Branco. https://www.youtube.com/watch?v=r-qJpN9-KS8, acessado em 01/09/2019.


Anexos
Revisão Bibliográfica
Texto 1: Um em cada três adolescentes no país sofre de transtornos mentais comuns
Pesquisa mostra que 30% dos jovens têm problemas que podem levar à depressão
O dado vem de uma pesquisa inédita no país, que analisou informações de 85 mil jovens de 12 a 17 anos de escolas públicas e privadas de 124 municípios com mais de 100 mil habitantes. O objetivo do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) foi, justamente, levantar a disseminação de fatores de perigo para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Entre esses fatores, estão os TMC, por causa do desequilíbrio hormonal que podem provocar, além de outros como obesidade, hipertensão e tabagismo.
Os sintomas que caracterizam esses transtornos não são suficientes para um diagnóstico de depressão, o que dificulta a sua identificação — psiquiatras chegam a classificá-los, muitas vezes, como “silenciosos”. Mas os TMC podem levar estudantes até a abandonar suas escolas, por dificuldade de adaptação. Também podem estar na raiz de distúrbios como depressão, dificuldade de relacionamento e abuso de drogas no início da vida adulta.
Uma das coordenadoras da pesquisa Erica, a epidemiologista Katia Bloch, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que, embora seja difícil determinar as causas do elevado índice de transtornos — por se tratar de um estudo quantitativo —, os resultados acendem um alerta:
É uma via de mão dupla: tanto os transtornos mentais comuns podem ser fator de risco para doenças cardiovasculares, por conta de uma mudança nos hormônios, quanto essas doenças cardiovasculares podem acabar provocando algum transtorno mental. Quem tem obesidade, por exemplo, pode vir a sofrer de TMC ou até depressão como consequência — destaca ela.
Conduzida entre 2013 e 2014 por várias universidades brasileiras, e financiada pelo Ministério da Saúde, a pesquisa mostra não apenas que 30% dos adolescentes sofrem desses transtornos (o número é considerado alto por especialistas), como também indica que o problema piora à medida que as pessoas crescem.
Na faixa etária de 15 a 17 anos, os transtornos mentais comuns foram identificados em 33,6% dos estudantes, enquanto entre os alunos de 12 a 14 anos a taxa é de 26,7%.
Ainda de acordo com o levantamento, o índice é sempre maior entre as meninas, em todos os recortes de idade. Aos 12 anos, 28,1% delas têm algum tipo de TMC. O ápice acontece aos 17 anos, quando 44,1% das adolescentes brasileiras apresentam o problema.
Os resultados do Erica levaram os pesquisadores a produzir 13 artigos, cada um deles abordando um fator de risco diferente para o desenvolvimento de doenças do coração. Autora do artigo sobre transtornos mentais comuns, a psiquiatra e epidemiologista Claudia de Souza Lopes, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), explica que o levantamento foi feito com a utilização do Questionário de Saúde Geral, uma ferramenta internacional de avaliação psicológica.
Os adolescentes tiveram que responder sobre aspectos como tristeza e dificuldade de dormir, sempre levando em conta os 15 dias anteriores.b/post-preview?token=APq4FmDtyvYQbXUhFwCXg9yd-XJwbI2we8CHZWBLEdm-z8xfqDGTy9_tohJRem6E8WZaL4mG3N1oGG9zmtHPkjT5PkIP7JYBExIIVKzqd94C8VJF-aPwncUhWJ8nI25DsxXyJKrOzUfG&postId=4877355286712039766&type=POST Os transtornos mentais comuns eram identificados com base na frequência com que os sintomas apareciam nesse período em cada questionário. Foi uma surpresa detectar que 30% dos jovens brasileiros se encaixam nesse perfil.
Estudos internacionais costumam mostrar que 25% dos adolescentes apresentaram algum transtorno no ano anterior às pesquisas. Nosso trabalho mostrou um índice mais elevado, principalmente tendo em vista que o período analisado foi de apenas 15 dias — avalia Claudia. — Já era esperado que meninas apresentassem mais esse problema. Mulheres têm mais sentimentos depressivos, sofrem mais com as transformações do corpo. Esse tipo de dado já está bem estabelecido na literatura médica. Há algumas características quase inerentes ao sexo. Enquanto os homens são mais afetados por doenças como esquizofrenia, por exemplo, mulheres sofrem mais de depressão.
Segundo a pesquisa, esses transtornos são mais frequentes em alunas de escolas privadas. Entre os 15 e 17 anos, 46% das garotas que frequentam colégios particulares apresentaram o problema, enquanto o índice é de 42% nas escolas públicas, para a mesma faixa etária. O estudo não abordou as razões dessa diferença.
Acredita-se que adolescentes que apresentam esses transtornos têm risco maior para desenvolver tabagismo e abuso de outras drogas. Mas isso é algo que ainda temos que investigar — pondera. — Na adolescência, é frequente a ocorrência de bullying, obesidade, a busca pelo corpo ideal e todas as pressões decorrentes. Identificando os subgrupos de mais risco para desenvolvimento de transtornos mentais comuns, conseguiremos agir com mais precisão para ajudar esses adolescentes.
Comentário: Quase um em cada três adolescentes brasileiros sofre de transtornos mentais comuns (TMC), caracterizados por tristeza frequente, dificuldade para se concentrar ou para dormir, falta de disposição para tarefas do dia a dia, entre outros sintomas. Se não tratado, um problema desse tipo pode evoluir para distúrbios mais sérios. A universidade realizou um estudo com mais de 85 mil jovens parab/post-preview?token=APq4FmDtyvYQbXUhFwCXg9yd-XJwbI2we8CHZWBLEdm-z8xfqDGTy9_tohJRem6E8WZaL4mG3N1oGG9zmtHPkjT5PkIP7JYBExIIVKzqd94C8VJF-aPwncUhWJ8nI25DsxXyJKrOzUfG&postId=4877355286712039766&type=POST verificar os fatores de risco para desenvolver um problema cardiovascular. Entre esses fatores, estão os TMC, por causa do desequilíbrio hormonal que podem provocar, além de outros como obesidade, hipertensão e tabagismo. AS TMC estão ao nosso redor, são silenciosas e perigosas, precisam ser identificas na adolescência para que não evoluam e se tornem um problema maior do que já são. O maior impasse dos transtornos é que um problema leva a outro como, por exemplo, uma depressão pode levar a um problema de transtorno alimentar o que leva a problemas de saúde e assim vai se criando uma “bola de problemas”, por isso a importância de ser identificado no início.




Texto 2: A explosão da ansiedade entre os mais jovens
Identificar se as crises estão fugindo do controle é decisiva para evitar que o quadro piore ou leve a outros problemas mentais
Com base em dados científicos colhidos mundo afora, o psiquiatra Fernando Asbahr, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo estima que cerca de 10% das crianças e dos adolescentes já sofrem de ansiedade. “Juntos, transtornos do tipo representam os quadros psiquiátricos mais frequentes nessa população”, diz o médico.
Não falamos de um simples nervosismo antes de uma prova. Trata-se de um prejuízo mais intenso no dia a dia. “Só que nem sempre ele chega a ser incapacitante”, pondera o psiquiatra. Por isso, Asbahr chama atenção para o principal desafio hoje: a detecção dos casos leves. Até porque a tendência é a situação se agravar ou predispor a outros distúrbios, como depressão.
Possíveis causas ou gatilhos
O desenvolvimento da ansiedade depende de uma predisposição genética. Mas alguns fatores dão sua contribuição:
Viver em ambientes estressantes, com familiares que vivem preocupados
Separação dos pais
Ser vítima de bullying
Fique atento aos sinais e sintomas
Receio de ficar só: se os pais estão fora, o jovem os monitora. Para os menorezinhos, a adaptação na escola demora mais.
Timidez excessiva: quando a professora chama diante da sala, por exemplo, o desconforto chega a paralisar.
Difícil interação: a criança ou o adolescente têm dificuldade de fazer um pedido para o garçom ou vendedor de uma loja.
Tenso demais: sofre-se por antecipação. Muitas vezes, surgem queixas físicas, como dor de cabeça ou de barriga.
Comentário: O psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo depois de realizar estudos mundo afora alerta para que: a ansiedade começa quando criança e vai sendo levado para as próximas fases da vida sem um tratamento e ser percebida, sendo essencial a identificação desde o início “Não falamos de um simples nervosismo antes de uma prova. Trata-se de um prejuízo mais intenso no dia a dia. Só que nem sempre ele chega a ser incapacitante, pondera o psiquiatra. Por isso, ele chama atenção para o principal desafio hoje: a detecção dos casos leves. Até porque a tendência é a situação se agravar ou predispor a outros distúrbios, como depressão.” O desenvolvimento da ansiedade depende de uma predisposição genética. Mas alguns fatores dão sua contribuição:
Viver em ambientes estressantes, com familiares que vivem preocupados;
Separação dos pais;
Ser vítima de bullying;






Texto 3: A saúde mental dos jovens brasileiros
A adolescência e sua transição para a idade adulta são consideradas fases de grande mudança na vida das pessoas. Além das mudanças sociais, que variam nas diferentes culturas, mudanças hormonais têm impacto importante nas transformações corporais, emocionais e comportamentais nesse período da vida. Não é à toa que muitos pais se referem aos filhos adolescentes como “aborrecentes”. Entretanto, manter um olhar acurado para tais mudanças é importante, pois os limites entre aquilo que é considerado “normal” nessa fase e a presença de sintomas precursores de transtornos mentais podem ser difíceis de perceber.
Sintomas como ansiedade, tristeza, inapetência, irritabilidade, isolamento social e dificuldades no sono, entre outros, podem ser interpretados como normais da fase, atrasando cuidados que poderiam ajudar muito esses adolescentes e impedir o desenvolvimento de quadros mais graves, com impacto na vida escolar e social. Além disso, problemas de saúde mental são altamente persistentes, fazendo com que uma parcela importante desses adolescentes tenha algum prejuízo na idade adulta.
A exposição a ambientes urbanos muitas vezes hostis e degradados e o aumento da violência comunitária, nas escolas e mesmo no ambiente familiar, dentre outros fatores, podem gerar situações e/ou pressões muitas vezes difíceis de serem suportadas pelos jovens. Tais fatores têm sido considerados como os principais responsáveis pelo aumento na prevalência de transtornos mentais na adolescência, com estudos mostrando que problemas emocionais e de conduta atingem hoje em torno de 10% a 20% de todos os adolescentes no mundo.
O impacto de tais transtornos pode ser mais bem entendido a partir de estudo sobre a carga global de doenças em adolescentes e jovens de 10 a 24 anos, que mostrou que, mundialmente, as três principais causas para anos de vida perdidos por incapacidade nessa faixa etária são, respectivamente, os transtornos neuropsiquiátricos (45%), as lesões não intencionais (12%) e as doenças infecciosas e parasitárias (10%).
No Brasil, o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), considerado o mais amplo levantamento sobre a saúde de jovens já feito no país, mostrou que um em cada três adolescentes apresentava algum grau de sofrimento psíquico. O estudo foi conduzido entre 2013 e 2014, com dados representativos de 75 mil estudantes entre 12 e 17 anos de 1.247 escolas públicas e particulares de 124 municípios com mais de 100 mil moradores.
O principal objetivo do estudo foi avaliar os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, incluindo obesidade, hipertensão, tabagismo e transtornos mentais. Os resultados mostraram que os transtornos mentais comuns (TMC) foram bem mais frequentes nas meninas (38,4%) do que nos meninos (21,6%) e entre os adolescentes de 15 a 17 anos (33,6%), em relação àqueles de 12 a 14 anos (26,7%). Tais prevalências, portanto, aumentam com a idade para ambos os sexos, sendo, entretanto, sempre maior entre as meninas (variando de 28,1% aos 12 anos até 44% aos 17 anos), do que entre os meninos (variando de 18,5% aos 12 anos até 27,7% aos 17 anos).
Em relação às macrorregiões do país, não foram encontradas diferenças importantes. Entretanto, quando as análises levaram em consideração sexo, faixa etária, tipo de escola e macrorregião, o subgrupo com maior prevalência de TMC foi o de meninas entre 15 e 17 anos de escolas privadas da região Norte (53,1%), seguidas daquelas de escolas públicas da mesma região (44,9%).
Os resultados do Erica são inéditos, não havendo nenhum outro estudo sobre a saúde mental de adolescentes brasileiros com representatividade nacional. Entretanto, o achado de que 30% dos adolescentes apresentava TMC foi semelhante àquele observado em estudo de base-populacional conduzido entre adolescentes de 15 a 18 anos residentes em Pelotas, município de médio porte no Sul do Brasil, que encontrou uma prevalência de 28,8%. O estudo também mostrou uma prevalência maior entre as meninas (37,2%) do que entre os meninos (19,9%).
Inquérito conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com apoio do Ministério da Educação (PeNSE – Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), entre escolares da nona série do ensino fundamental, que já teve três edições (2009, 2012 e 2015), mostrou em sua última edição que 22,3% das meninas e 10,2% dos meninos relataram sentimentos de solidão na maioria das vezes ou sempre nos últimos 12 meses. Além disso, 15,4% das meninas e 6,9% dos meninos relataram perda de sono também frequente nos últimos 12 meses. Entretanto, o PeNSE não teve como objetivo avaliar transtornos mentais, mas apenas alguns sintomas que pudessem ser investigados como possíveis proxies de tais transtornos.
Os transtornos mentais constituem hoje um dos maiores desafios a serem enfrentados pelos serviços de saúde. Apesar da elevada prevalência de tais transtornos entre adolescentes e adultos jovens, o seu reconhecimento e o acesso a cuidados especializados ainda são bastante incipientes em nosso país, principalmente em regiões menos favorecidas e fora das grandes metrópoles. Estudo conduzido em quatro municípios de quatro regiões brasileiras entre crianças e adolescentes de seis a 16 anos mostrou que apenas um quinto daquelas que apresentavam transtorno psiquiátrico haviam tido acesso a algum especialista em saúde mental nos 12 meses anteriores. 
Em resumo, acreditamos que a continuidade de estudos que investiguem mudanças nos padrões atuais, a identificação dos principais fatores de risco e o acesso a cuidados especializados, são fundamentais para fornecer subsídios para políticas públicas voltadas para os subgrupos de maior risco. Contudo, é importante que professores e gestores escolares estejam atentos para manifestações precoces de tais transtornos, para que possam identificar potenciais fatores de risco e indicar cuidados especializados voltados para a saúde mental dos adolescentes. 
Apesar da elevada prevalência de TRANSTORNOS MENTAIS entre adolescentes e adultos jovens, o seu reconhecimento e o acesso a cuidados especializados ainda SÃO BASTANTE INCIPIENTES em nosso país.
Comentário: O mundo psíquico de um adolescente está em ebulição, ainda não atingiu a maturidade emocional. Há maior dificuldade para lidar com conflitos interpessoais, término de relacionamentos, vergonha ou humilhação e rejeição pelo grupo social. A tendência ao imediatismo e à impulsividade implica maior dificuldade para lidar com a frustração e digerir a raiva. Perfeccionismo e autocrítica exacerbada, problemas na identidade sexual, bem como bullying, são outros fatores que se combinam para aumentar o risco.
Um adolescente pode ter centenas de likes na rede social virtual, mas pouquíssimos, ou nenhum, seres humanos reais com quem compartilhar angústias. O mundo adulto, como um ideal cultural alcançável por pequena parcela de vencedores, fragiliza a autoestima e a autoconfiança de quem precisa encontrar o seu lugar em uma sociedade marcada pelo individualismo, pelo exibicionismo estético, pela satisfação imediata e pela fragilidade dos vínculos afetivos.

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